Rodovia BR-319

Com extensão de 880,4 Km, a recuperação da BR 319 é fundamental para a ligação do Amazonas com o restante do Brasil.



Contexto Histórico da construção da BR 319

Manaus - A rodovia federal BR-319 que liga Manaus a Porto Velho, na região Norte do Brasil, foi inaugurada em 1973 , durante o regime militar brasileiro, no contexto de colonização da Amazônia, sendo governador do Amazonas João Walter e presidente do Brasil, Emílio Garrastazu Médici.
Na década de 70,  o Governo Brasileiro começou a construir várias estradas pioneiras atravessando a Bacia Amazônica. Antes dessa data, existiam na Amazônia duas estradas principais: a BR-010, ou Rodovia Belém-Brasília, correndo de norte a sul nas bordas ocidentais da Amazônia: e a Rodovia BR-364, ligando Cuiabá a Porto Velho.
Em 1970, o Governo Brasileiro começou a construir mais três estradas na Bacia Amazônia: a Transamazônica, com 5 mil quilômetros, correndo de leste a oeste através da Amazônia, do Nordeste do Brasil à fronteira com o Peru; a BR-165, ou Rodovia Santarém-Cuiabá, de norte a sul, atravessando a região Centro-Oeste; e a BR-174, ligando Manaus a Boa Vista (Roraima) ao longo da fronteira setentrional com a Venezuela e a Guiana.

Construção da BR 319

Para a construção da estrada, o Departamento Nacional de Estradas de Rodagem (DNER) teve papel importante. Reorganizado em 1969, imediatamente, traçou os planos para a integração de toda a rede rodoviária federal. De acordo com um documento divulgado pelo Ministério dos Transportes, o principal objeto do DNER era “formar uma rede unificada de estradas na qual seriam levados em conta os interesses civil e militares visando à integração nacional”. Em 1972, o DNER era um dos mais modernos órgãos estatais em seu gênero na América do Sul. Como o DNER, o Brasil estava burocraticamente preparado para construir uma rede rodoviária através da Bacia Amazônia.
Em segundo lugar, os batalhões de engenharia do Exército brasileiro desempenharam importante papel na construção da grande rede rodoviária amazônica. Desde o início, o programa rodoviário da Transamazônica foi um esforço militar. A partir de 1970, o Segundo Batalhão de Engenharia do Exercito começou a construir estrada, deitar trilhos, armar linhas de comunicação e construir instalações sanitárias em toda a Região Amazônica.


No decorrer do programa de construção de estradas, essa unidade foi responsável pela consolidação das comunicações por terra entre o Oeste da Amazônia e a Região Centro-Oeste, construindo uma estrada através do Acre até a fronteira peruana, além das Rodovias Manaus – Boa Vista e Santarém-Cuiabá.
A grande quantidade de conhecimento técnico, equipamento pesado de terraplanagem e apoio de helicópteros, à disposição dos engenheiros do Exército, mostrou ser inestimável para rápida construção das estradas amazônicas.

Material utilizado

 Na construção de muitas estradas  como é o caso da BR 319, o material utilizado,, sem fundação de cascalho sob o asfalto, rapidamente fez com que a estrada ficasse destruída. Não foi prevista a intensidade das chuvas na região. alguns anos depois de construída, a rodovia estavainstransponível. A má conservação, queda de barreiras e pontes, deixou novamente  o Amazonas isolado do restante do Brasil em acesso por terra. 

Saída de Manaus

 A viagem de  Manaus  para  outros estados do Brasil  somente é possível,  nas condições em que a BR 319 se encontra,  por barco ou avião, o que encarece o transporte na região.
O percurso de barco entre Porto Velho e Manaus leva cerca de quatro dias. Em 2005, no governo do presidente Lula,  o governo federal anunciou a recuperação da BR-319. As obras começaram em 21 de novembro de 2008, com duas frentes de trabalho partindo dos extremos da rodovia, com participação do Exército brasileiro, sob coordenação do Ministério dos Transportes, na gestão de Alfredo Nascimento.

Entraves Ambientais

Para que  a recuperação do trecho intermediário da BR-319, entre os quilômetros 250 e 655,7,  fosse aprovada pelo IBAMA, a construção foi submetida a um Estudo de Impacto Ambiental (EIA) executado pela Universidade Federal do Amazonas (UFAM), e finalizado no início de 2009. O estudo não foi aprovado, tendo o IBAMA alegado inconsistências no estudo.
O processo de licenciamento encontra-se paralisado e o  governo federal, juntamente com o governo do Amazonas fazem as adequações necessárias para que a recuperação da estrada possa se aprovada e concluída.
A idéia é transformar a rodovia em uma estrada parque, com 28 unidades de conservação, sendo todo trecho protegido para que não haja ameaças ao meio ambiente.  Ambientalistas alegam que a obra, caso não sejam acompanhada por ações governamentais, pode levar ao desmatamento e ocupação desordenada da Amazônia.
A BR 319, além de ligar Manaus a Porto Velho , constitui acesso a diversas cidades do Amazonas como Humaitá, Careiro, Manaquiri, Beruri, Borba, Lábrea e Careiro da Várzea. Com extensão de 880,4 Km, a recuperação da BR 319 é fundamental  para a ligação do Amazonas com o restante do Brasil, além de beneficiar milhares de ribeirinhos em termos de transporte e escoamento de produtos.

Fonte: Portalamazônia

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