Pesquisadores flagram onças pintadas em reserva na zona Leste de Manaus

30/07/2012

A onça é o maior felino das Américas, chegando a pesar 150 quilos e medir dois metros e meio - e está ameaçada de extinção.

Filhote de onça vermelha registrada na Reserva Adolpho Ducke em Manaus. Foto: Acervo TEAM Manaus


Wallace Abreu portalamazonia


MANAUS – Um projeto desenvolvido pelo Instituto Nacional de Pesquisas da Amazônia (Inpa) monitora a presença de diferentes espécies de mamíferos terrestres na maior floresta tropical do mundo, a Amazônia. Entre os resultados do estudo, os pesquisadores comemoram flagrantes de onças na Reserva Florestal Adolpho Ducke – uma área de preservação ambiental localizada próximo ao perímetro urbano da capital. Segundo eles, este é um indicador que os efeitos do crescimento da cidade afetou, mas pouco, a dinâmica desses animais no seu habitat.

Mais ruas são liberadas em Manaus após enchente recorde do rio Negro

12/07/2012

Serão liberados para tráfego de veículos os trechos da rua Antimary e da Avenida Lourenço da Silva Braga, em Manaus.

Enchente do rio Negro no Centro de Manaus. Foto: Arquivo


Redação Jornalismo portalamazonia

MANAUS– Estão reabertas, a partir desta quarta-feira (11), mais duas vias interditadas por conta da enchente em Manaus. Os trechos da rua Antimary, embaixo da ponte Juscelino Kubsticheck, sentido Cachoeirinha/Manaus Moderna, e da Avenida Lourenço da Silva Braga, onde funcionou a feira provisória, serão liberados para tráfego de veículos.
As vias estavam interditadas desde o mês de maio quando a enchente recorde do rio Negro atingiu essas áreas. A reabertura das ruas é acompanhada por agentes do Instituto Municipal de Engenharia e Fiscalização do Trânsito (Manaustrans). O Instituto decidiu pela liberação após constatar que as áreas passaram por limpeza e oferecem segurança ao tráfego de veículos.

Produção de bicicletas cresce 34% no Polo Industrial de Manaus em 2012

11/07/2012

Segundo a Abraciclo, o Brasil é o terceiro maior produtor de bicicletas e fabrica cerca de 5 milhões de unidades a cada ano.

Foto Divulgação


Portal Amazônia, com informações da Abraciclo


MANAUS - Números divulgados pela Abraciclo, associação que reúne fabricantes de motos e bicicletas mostra que cresceu a fabricação de bicicletas no Polo Industrial de Manaus. De janeiro a maio de 2011, a fabricação local de bikes atingiu 273.641 unidades, alta de 34% em comparação a 2010. E nos primeiros cinco meses de 2012 foram montadas 352.659 bicicletas, crescimento de 29% na comparação com o ano anterior.

Santarém (PA)

Fonte: portalamazonia


Popularmente chamada de "Pérola do Tapajós", Santarém é a principal cidade do Oeste Paraense, e a segunda mais importante do Estado do Pará. Originária da grande nação Indígena dos Tapajós, fica às margens do rio de mesmo nome. Apresenta florestas, igapós, (matas inundadas), muitos lagos e igarapés, tudo a poucos minutos do centro. Na Vila de Alter-do-Chão, formam-se praias fluviais na época da vazante (de agosto a dezembro). Um dos atrativos do local é o encontro dos rios Tapajós e Amazonas, que não se misturam. O espetáculo pode ser visto logo na entrada da cidade. De um lado, as águas azul-esverdeadas do Tapajós e, de outro, as águas barrentas do Amazonas. 

Clima: Com uma característica climática diferenciada do restante do Estado, apresenta como dominante uma estação relativamente seca, mas compensada com chuvas abundantes nos demais períodos. Isso assegura a formação de florestas densas em Santarém, sinônimo de potencial madeireiro significativo.

Dados da cidade de Santarém 

Estado: Pará Região: Norte População: 262.538 habitantes DDD: (93)Distâncias Belém: 1526 km (ou 50h de barco) Itaituba: 391 km Altamira: 749 km Hospedagem / Restaurantes As melhores opções estão na vila de Alter-do-Chão, que fica a 30 km de Santarém. Lá existem hotéis, pousadas e restaurantes que servem a comida típica da região. Destacam-se o "tucunaré na manteiga" e a "caldeirada de pirarucu", pratos elaborados com os peixes mais saborosos e populares da região. 

Como chegar 

Via Aérea: vôos diários e diretos, com duração aproximada de 1 hora, em aviões do tipo Boeing 737, via Aeroporto Internacional de Belém, ou em aeronaves de Brasília, em vôos com escala. 

Via Rodoviária: O acesso pode ser feito a partir de Belém, através das Rodovias Federal BR-316, Estaduais PA-140, PA-151, PA-256, PA-150, PA-263, BR-422, BR-230 (Transamazônica) e BR-163 (Santarém-Cuiabá). 

Cercada por estradas de terra, Santarém fica isolada na época das chuvas (dez/mai). Nesse período, só se chega de barco ou avião. 

Via Fluvial: Com embarcações de médio e grande porte, através do Rio Amazonas, com duração aproximada de 60 horas. As companhias de Navegação Alves e Rodrigues e A.R. transportes fazem viagens à Santarém regularmente. 

Serviços Agências de turismo: Amazon Planet, tel. +55 (93) 3527-1172 / Santarém Tur, tel. +55 (93) 3522-4847. Aeroporto Internacional: tel. +55 (93) 3522-4328 Rodoviária: +55 (93) 3522-3392 Atrações Alter-do-Chão A vila de Alter-do-Chão fica a 30 km de Santarém. Representa o mais famoso balneário do município. É a mais procurada da região e parada obrigatória na rota de cruzeiros estrangeiros. 

Banhada pelo Tapajós, sua praia é temporária, dependendo da cheia do rio. Uma das curiosidades do lugar é o lago verde, cujas águas mudam de cor durante o dia, de azul para verde. 

Cerâmica Tapajônica 

Na região de Santarém pode-se encontrar a cerâmica tapajônica.Os índios tapajós, numerosos na região de Santarém antes da colonização, criaram um estilo peculiar de cerâmica. Vasos e estátuas reproduziam sua cultura e seus costumes em desenhos de figuras humanas e animais.

Metro quadrado da construção no Amazonas é o sétimo mais caro do País

07/07/2012

No ano de 2012 o índice já acumula aumento de 1,41%. E, nos últimos, doze meses o acumulado bateu 5,29%.

Foto: Juçara Menezes/Portal Amazônia


Juçara Menezes portalamazonia

MANAUS – O custo médio do metro quadrado da construção no Amazonas, em junho, alcançou R$ 859,55 mantendo um elevado valor, que coloca o Estado com o sétimo maior preço no ranking nacional. Os dados do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) assinalam aumento mensal de 0,43% (junho ante maio deste ano).
O resultado deixa o Amazonas com a nona maior variação entre os Estados. No ano de 2012 o índice já acumula aumento de 1,41%. E, nos últimos, doze meses o acumulado bateu 5,29%.

Peixes da Amazônia

Poraquê



Nome comum: Poraquê
Nome científico: Electrophoridae eletrictus
Classe: Actinopterygii
Ordem: Gymnotiformes
Família: Gymnotidae

O poraquê é o nome do peixe elétrico que vive na região amazônica. O Electrophoridae, nome científico dado ao peixe, possui músculos modificados, dispostos no sentido longitudinal do corpo, que produzem e armazenam energia elétrica. Essa potencialidade representa um mecanismo importante de ataque e defesa.

Ele pode atingir até dois metros de comprimento e passar a maior parte do tempo no fundo do tanque, só indo a superfície para respirar. Possui órgãos elétricos separados de baixa voltagem, que emitem pulsos numa baixa frequência, irregularmente, para eletrolocalização e eletrocomunicação. O poraquê percebe a aproximação das pressas, através do campo elétrico que se forma em volta do seu corpo, aumentando sua voltagem para capturar suas vítimas.

Um poraquê de 90 cm pode produzir uma descarga de, aproximadamente, 350 volts. Quando ele está em perigo essa voltagem pode subir para 600 volts. Utilizando os recursos que possui, o poraquê não precisa tocar ou morder a vítima para paralisá-la, ele apenas emite a descarga elétrica a distância. Os peixes que não conseguem pular da água, ficam desnorteados e são devorados.

Sua descarga elétrica é tão forte, que pode até matar um ser humano. Mesmo a um metro de distância, é possível levar um choque dentro d'água. De todos os peixes brasileiros, o poraquê é o único que usa esta arma na busca pela sobrevivência.

Surubim

Nome Comum: Cachara, Surubim, Pintado ou Caparari
Nome Científico: Pseudoplaystoma fasciatum 
Família: Pimelodidae

O Cachara, Surubim, Pintado ou Caparari (Pseudoplaystoma fasciatum) é encontrado em Bacias Amazônicas, Araguaia-Tocantins, do Prata (incluindo Pantanal) e São Francisco. Estas espécies vievm em vários tipos de hábitats, como matas inundadas, lagos, canal dos rios, praias e ilhas de plantas (matupás). São espécies piscívoras e realizam migrações de desova rio acima durante a seca ou início das chuvas.

Caracterizado por ter o corpo de coloração cinza escuro, muito alongado e roliço, tem a cabeça grande achatada, a boca com maxilar superior a mandíbula, que mesmo quando fechada deixa aparecer uma placa com diminutos dentes. Apresenta uma faixa clara em toda a extensão do corpo, da nadadeira peitoral á cauda, cobertos por pequenas manchas escuras.

De porte grande, mede de 2 a 3 metros de comprimento, é abundante não só nos rios da Amazônia como em vários outros territórios brasileiros. Peixe nobre de carne delicada, carecendo de espinhas numerosas. Preparado como caldeirada, moqueca ou simplesmente frito é muito apreciado.

Tambaqui

Nome comum: Tambaqui 
Nome científico: Colossoma macropomum
Classe: Actynopterygii
Ordem: Characiformes
Família Characidae

O Tambaqui é encontrado na Bacia Amazônica. Espécie migratória, realiza migrações reprodutivas, tróficas e de dispersão. Durante a época de cheia entra na mata inundada, onde se alimenta de frutos e sementes. Durante a seca, os indivíduos jovens ficam nos lagos de várzea onde se alimentam de zooplâncto e os adultos migram para os rios de águas barrentas para desovar.Nessa época, não se alimentam, vivendo da gordura que acumulam durante a cheia.

Possui corpo romboidal, ou seja tem a forma de losango e possui músculo laro e fino na região dorsal. Tem a nadadeira adiposa curta com raios na extremidade, dentes molariformes e rastros branquiais longos e numerosos.

A coloração geralmente é parda na metade superior e preta na inferior do corpo, ma pode variar para mais clara ou ais escura dependendo da cor da água. Os alevinos são cinza claro com manchas escuras espalhadas na metade inferior do corpo. 

O peixe alcança cerca de 90cm de comprimento. Antigamente eram capturados exemplares com até 45kg. Hoje, por causa da sobrepesca, praticamente não existem indivíduos desse porte.

O tambaqui é considerado um dos peixes mais saborosos da Amazônia por sua carne tenra e macia. Apreciado na culinária local, não pode deixar de ser experimentado por turistas que visitam a cidades da Amazônia. É uma das espécies comerciais mais importantes da Amazônia central

Traíra

Nome comum: Traíra
Nome científico: Hoplias malabaricus
Classe: Actinopterygii
Ordem: Characiformes
Família: Erythrynidae

A Traíra (Hoplias malabaricus) é encontrada em Bacias Amazônicas, Araguaia-Tocantins, São Francisco, do Prata, Sul-Sudeste e Nordeste.

Predador voraz, solitário, que pode ser encontrado em águas paradas, lagos, lagoas, brejos, matas inundadas, e em córregos e igarapés, geralmente entre as plantas aquáticas, onde fica a espreita de presas como peixes, sapos e insetos.

É mais ativo durante a noite. Apesar do excesso de espinhas, em algumas regiões é bastante apreciado como alimento.

Trairão

Nome comum: Trairão
Nome científico: Hoplias lacerdae
Ordem: Characiformes
Família: Erythrynidae

O Trairão (Hoplias lacerdae) é encontrado em Bacias Amazônicas, Araguaia-Tocantins (regiões periféricas das bacias) e do Prata (alto Paraguai). O peixe pode atingir 1m de comprimento e pesar 20 quilos. Peixe de escamas, corpo cilíndrico, de boca e olhos grandes, tem dentes caninos bastante afiados.

A cor é quase negra no dorso, flancos acinzentados, com manchas sem padrão definido e o ventre esbranquiçado.Espécie piscívora, muito voraz.

Vive na margem dos rios e de lagos/lagoas em áreas rasas com vegetação e galhos.

Tucunaré

O Tucunaré é um dos mais apreciados peixes da fauna ictiológica da Amazônia. A carne branca e um tanto seca é realçada pela gordura em algumas partes do corpo, o que acaba por torná-la tenra e de sabor inigualável, tanto ao forno, frita ou na caldeirada. Pode-se comê-la também no tucupi, cozida com jambu. De qualquer forma é um verdadeiro requinte da culinária região.

O peixe tucunaré, o Cichla monoculus, é um predador por excelência. o tucunaré é o pixe considerado símbolo da pesca esportiva no Brasil, possui tamanha voracidade que é capaz de atacar anzóis mesmo sem isca. 

Os índios já pescavam o tucunaré com iscas artificiais antes mesmo da modalidade ser praticada pelos pescadores esportivos. 

Vários tipos de Tucunaré freqüentam os rios da Amazônia, os mais conhecidos são chamados de Açu, Paca, Pitanga, e Borboleta. Todos têm como características em comum a pele amarelada e um circulo no rabo semelhante a um olho. Atingem cerca de 1,20 mts de comprimento e até 15 a 16Kg. 

Seguramente, o Tucunaré proporciona uma das mais emocionantes brigas na pesca esportiva e devido a isso, o Brasil tem sido considerado roteiro da pesca esportiva por pescadores do mundo inteiro que procuram os rios da Amazônia e Pantanal para praticarem a atividade.

Durante a época da seca, o tucunaré habita principalmente as lagoas marginais, partindo para a mata inundada (igapó) durante as cheias. 

Nas lagoas, durante o início da manhã e final do dia, quando a água já está mais fria, os tucunarés costumam se alimentar próximo às margens. Quando a água esquenta, passam para o centro das lagoas; na ausência de lagos, o Tucunaré abriga-se em remansos, pois não são apreciadores de águas de forte correnteza . 

Distribuição geográfica: 

Bacias amazônicas, Araguaia - Tocantins, mas já foram introduzidas em algumas áreas do Pantanal, na região do baixo rio São Francisco e nos açudes do Nordeste. 

Descrição do Tucunaré: Peixes de escamas. Existem pelo menos 14 espécies de tucunarés na Amazônia, sendo cinco espécies descritas: Cichla ocellaris, C. temensis, C monoculus, C. orinocensis, C. intermedia. 

O tamanho ( exemplares adultos podem ter 30 cm ou mais de 1 m), o colorido ( pode ser amarelado, esverdeado, avermelhado, quase preto etc.) e a forma e número de manchas ( podem ser grandes, pretas e verticais; ou pintas brancas distribuidas regulamente pelo corpo e nadadeiras; etc) variam bastante de espécie para espécie. 

Todo os tucunarés apresentam uma mancha redonda (ocelo) no pedúculo caudal

Fonte: portalamazonia


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Peixes da Amazônia

Pacu


Nome Científico: Myleus micans
Ordem: Characiformes
Família: Serrasalmidae

Nome popular : Pacú Nome cientifico: Piaractus mesopotamicus ( pacu - bacia do Prata), Piaractus brachypomus ( pirapitinga - bacia amazônica; caranha - bacia amazônica Araguaia- Tocantins) 

Distribuição geográfica: Bacias Amazônicas, Araguaia- Tocantins e Prata 

Descrição: Peixes de escamas. Existem várias especies que também recebem o nome de pacu ( pacu- branco, pacu- comum, pacu- prata, pacu- borracha, pacu- carupeté etc.). tanto o pacu quanto a pirapitinga ou caranha são especies de grande porte. 

A pirapitinga é maior e chega a alcançar 80cm de comprimento e 29kg, embora não seja muito comum encontar exemplares desse porte. 

São espécies muito semelhantes, com o corpo de forma romboidal, alto e comprimido lateralmente; a coloração é cinza arroxeada uniforme nos adultos e cinza com manchas alaranjadas nos jovens; os dentes são tipo molariformes. 

Pacu é o nome geral dado a várias espécies de peixes caracídeos da subfamília Serrasalminae, que também inclui as piranhas.

São típicos do pantanal sul-matogrossense, dos rios amazônicos e bacia do Prata em geral. Alimenta-se de frutos, caranguejos e de detritos orgânicos encontrados na água. Atinge 15 kg de peso, comum até 8 kg. São praticadas duas formas diferentes de pesca: na vara de bambu, fisgada com frutos (tucum, laranjinha ou genipapo) ou pesca apoitada com isca de caranguejo.

No Brasil existem mais de trinta espécies de Pacú, sendo que pode ser encontrado em quase todo o território nacional. Porém , é mais pescado no Pantanal Mato-grossense e Amazônia. 

Freqüenta rios e lagoas nas épocas de cheia, onde come quase de tudo, vegetais, frutas, peixes, etc.

Peixe de escamas; corpo romboidal e comprimido. A coloração é uniforme, castanho ou cinza escuro; o ventre é mais claro, amarelado quando o peixe está vivo. Os dentes são molariformes. Alcança cerca de 50cm de comprimento total.

Espécie onívora, com tendência a herbívora: alimenta-se de frutos/sementes, folhas, algas e, mais raramente, peixes, crustáceos e moluscos.

Pirarucu


O pirarucu não é somente um dos maiores peixes de escamas do mundo, mas também um símbolo das águas amazônicas. O pirarucu é um peixe de muita personalidade. Seus olhos amarelados, que mexem sem parar, dão a impressão de que ele está observando tudo a sua volta. 

Quando adulto, ultrapassa facilmente os 2 metros de comprimento e 80 quilos de peso. Por possuir dois aparelhos respiratórios brânquias, utilizadas na respiração aquática, e bexiga natatória modificada sobe frequentemente à superfície para respirar, o que o torna uma fácil presa para o arpão dos pescadores. 

O pirarucu gosta de habitar os grandes lagos de águas alcalinas da Amazônia e se alimenta de peixes, caramujos, tartarugas, cobras, gafanhotos e até plantas, areia, e lodo. Além de ter sua carne disputada em mercados de peixes, suas escamas são usadas em artesanato e sua língua é utilizada como ralador por índios e ribeirinhos. 

O uso de sua saborosa carne é democrático e aceita tanto a grelha quanto um ensopado. Além disso, o pirarucu pode ser cortado em mantas e coberto com sal grosso para conservá-lo para consumo à longo prazo. 

Depois basta prepará-lo como se fosse um bacalhau (o peixe é apelidado na região norte de bacalhau da amazônia). O pirarucu pode ainda ser defumado ou até triturado em pilão para ser usado em receitas de bolinhos de peixe.

Um dos pratos mais tradicionais de Manaus é o pirarucu de casaca. A receita consiste numa tradicional maneira de preparar o pirarucu seco e salgado. Assim como o bacalhau, deve ser inicialmente deixado de molho em água que se troca várias vezes. Depois o pirarucu é refogado com bastante azeite, alho, cebola, pimentões e cheiro verde. 

Em seguida, o prato é servido, de preferência em baixela de prata e decorado minuciosamente com azeitonas, rodelas de tomate, ovo cozido e tudo mais que possa lhe dar pompa e caracterizá-lo como de casaca.

Piraíba

Nome comum: Piraíba
Nome científico: Brachyplathystoma filamentosum
Ordem: Siluriformes
Família: Pimelodidae

O Piraíba ou Filhote (Brachyplathystoma filamentosum) é encontrado em Bacias Amazônicas e Araguaia-Tocantins. É o maior peixe de couro da América do Sul e possui o corpo acinzentado e a barriga branca.

Ocorre em lugares profundos, poços ou remansos, saídas de correderas e confluência dos grandes rios.

Não é um peixe muito procurado pelos pescadores comerciais, pois muitos acreditam que sua carne faz mal e transmite doenças.

Além disso, as víceras e musculos do corpo costumam ficar repletos de parasitas.

Piramutaba

A piramutaba: abundante nos rios é carnívora, alimentando-se de outros peixes menores, costuma desovar em lugares rasos, em rios de água turva, onde há pouca incidência de peixes. 

Considerada a única espécie do gênero que forma grandes cardumes, podendo ser capturada aos milhares ao longo da calha do Solimões, pertence a classe dos osteichthyes,da ordem siluriforrmes,caracteriza-se por ser um peixe de couro de água doce que alcança um metro de comprimento e pesa cerca de dez quilos ,possui alem de barbilhões comuns ,dois muito compridos na cabeça.

Sua reprodução se dá no inicio das enchentes ,com os alevinos crescendo no estuário nas proximidades da baia de marajó,é muito bem aceita tanto para consumo local quanto para exportação devido seu sabor ser agradável e de qualidade satisfatória. 

Piranha

A Piranha, Piranha-caju, piranha vermelha ou piranha preta (Pygocentrus natterery, Serrasalmus rhombeus) é encontrada em Bacias Amazônicas, Araguaia-Tocantins, São Francisco, do Prata, açudes do Nordeste (onde foram introduzidas).

As piranhas pertencem a um grupo bem variado de peixes, sendo que a maior diversidade ocorre na Amazônia, com pelo menos 20 espécies.

A piranha-caju é a espécie mais comum.

Ocorre nos lagos e lagoas de águas barrentas e vive em cardumes de 12 ou até mais de 100 indivíduos.

A piranha preta ocorre em rios de águas pretas e claras e os indivíduos são solitarios.

Em algumas regiões, as piranhas são apreciadas como alimento, principalmente para fazer o famoso caldo de piranha, considerado afrodisíaco.

Pirarara

Nome comum: Pirarara
Nome científico: Phractocephalus hemiliopterus
Ordem: Siluriformes
Família: Pimelodidae

A Pirarara é encontrada em Bacias Amazônicas e Araguaia-Tocantins. Ocorre no canal do rios, várzeas e igapós, inclusive nos tributários de águas pretas e claras, alcançando as cabeceiras e parte do estuário do Amazonas.

O tamanho da cabeça da pirarara chama a atenção pelo tamanho, além de ser muito dura.Pode chegar até 1,50 m de comprimento e pesar mais de 50 quilos. Alimentam-se de peixes, frutos e carangueijos.

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Peixes da Amazônia



Curimbatá

Nome comum: Curimbatá, curimatã ou curimba
Nome científico: Prochilodus sp
Ordem: Characiformes
Família: Prochilodontidae

O Curimbatá, Curimatã ou Curimba (Prochilodus scrofa, P. Lineatus, P. Platensis, P.marggracii) é encontrado em Bacias Amazônicas, Araguaia-Tocantins, do Prata/Pantanal, São Francisco e Açudes do Nordeste.

Espécies detritíforas (que se alimentam de restos orgânicos como plantas e animais mortos), alimentam-se de matéria orgânica e microorganismos associados à lama do fundo de lagos e margens de rios.

Realizam longas migrações para reprodução.

Gurijuba

Peixe de coloração pardo acinzentado com contraste amarelo, cabeça grande e achatada.É um peixe de corpo robusto que ocorre principalmente no litoral Norte do Brasil.No Amapá é encontrado entre a foz do rio Araguari até a foz do Cunani.Sua reprodução ocorre nos meses de novembro a março próximo às Ilhas do Maracá e Jipioca, alcançando o peso de 30 kg.

Atualmente, sua carne é comercializada para venda: Filé de Gurijuba, Gurijuba defumado, Hambúrguer e Gurijuba salgado.

Na culinária amapaense apresenta 73 pratos do mais simples ao sofisticado, sendo encontrado com maior frequência nos restaurantes do Município de Amapá

Jatuarana ou Matrinxã

Nome comum: Jatuarana ou matrinxã
Nome científico: Brycon spp
Ordem: Characiformes
Família: Characidade

O Jatuarana ou Matrinxã é encontrado em Bacias Amazônicas e Araguaia-Tocantins. São onívoros (que se alimentam tanto de produtos de origem animal como vegetal) e alimentam-se de frutos, sementes, insetos e eventualmente de pequenos peixes.

Realizam migrações reprodutivas e tróficas. No início da enchente, formam grandes cardumes para a desova.

São muito importantes comercialmente e encontram-se entre os peixes de escamas mais esportivos da Amazônia.

As fêmeas são maiores que os machos e o início da reprodução coincide com o aumento da temperatura da água, precipitação pluviométrica e número de dias de chuva. Por ser um peixe que realiza a desova total, ou piracema, a jatuarana faz longas migrações rio acima para se reproduzir.

Jaú

Nome comum: Jaú
Nome científico: Zungaro zungaro
Classe: Actinopterygii
Ordem: Suluriformes
Família: Pimelodidae

O jaú é encontrado em Bacias Amazônicas, Araguaia-Tocantins, São Francisco e do Prata. Amplamente distribuído na América do Sul, mas provavelmente existe mais de uma espécie recebendo este nome.

Vive no canal do rio, principalmente nos poços das corredeiras, para onde vai no período de água baixa acompanhando os cardumes de Characidae (especialmenete curimbatá) que migram rio acima.

Jurupoca

Nome comum: Jurupoca
Nome científico: Hemisorubim platyrhynchos
Ordem: Siluriformes
Família: Pimelodidae

O Jurupoca é encontrado em Bacias Amazônicas, Araguaia-Tocantins e do prata. Espécie carnívora alimenta-se de peixes e invertebrados. Também é conhecido por jerepoca, braço-de-moça, liro e barbabudo.

Chega a pesar, em média, três quilos. No comprimento, chega a alcançar 60 centímetros.

Vive na beira dos rios e na boca das lagoas. A carne é amarelada e de excelente sabor, sendo um dos peixes de couro preferidos na Amazônia.

Na Amazônia não é importante comercialmente, pois a carne é considerada remosa, mas é apreciado no Sudeste do Brasil. A pressão de pesca pelos frigoríficos que exportam filé de Jaú é muito grande e tem sido responsável pela queda da captura da espécie na Amazônia.

Néon Cardinal

Néon é a designação comum a alguns peixes ornamentais caraciformes, da família dos caracídeos, especialmente aqueles dos gênero Hyphessobrycon e Hemigrammus. São originários da região Norte da América do Sul, possuindo uma coloração brilhante como o gás neônio.

Existe algumas variações do Néon, entre elas encontra-se o Néon Cardinal , Néon limão , Néon verdadeiro e Néon Chocolate. São peixes extremamente dóceis e frágeis, e exigem um cuidado maior para que voce não os perca. A água ideal deve estar por volta de 27º e ph 6,4 a 6,8.

Este peixe no seu habitat vive em cardume e não é diferente no aquário. O ideal é que se coloque no mínimo 6, para que se mostrem desenibidos e à vontade com outros peixes, o aquário deve estar bem plantada pois precisam naturalmente de esconderijos. É recomendável evitar peixes agressivos e maiores do que o neon no aquário.

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Lenda da Tamba-taj�



Fonte: portalamazonia

Na tribo Macuxi havia um �ndio forte e muito inteligente. Um dia ele se apaixonou por uma bela �ndia de sua aldeia. Casaram-se logo depois e viviam muito felizes, at� que um dia a �ndia ficou gravemente doente e paral�tica. 

O �ndio Macuxi, para n�o se separar de sua amada, teceu uma tip�ia e amarrou a �ndia � sua costa, levando-a para todos os lugares em que andava. Certo dia, por�m, o �ndio sentiu que sua carga estava mais pesada que o normal e, qual n�o foi sua tristeza, quando desamarrou a tip�ia e constatou que a sua esposa t�o querida estava morta. 

O �ndio foi � floresta e cavou um buraco � beira de um igarap�. Enterrou-se junto com a �ndia, pois para ele n�o havia mais raz�o para continuar vivendo. Algumas luas se passaram. Chegou a lua cheia e naquele mesmo local come�ou a brotar na terra uma graciosa planta, esp�cie totalmente diferente e desconhecida de todos os �ndios Macuxis. 

Era a TAMBA-TAJ�, planta de folhas triangulares, de cor verde escura, trazendo em seu verso uma outra folha de tamanho reduzido, cujo formato se assemelha ao �rg�o genital feminino. A uni�o das duas folhas simboliza o grande amor existente entre o casal da tribo Macuxi. 

O caboclo da Amaz�nia costuma cultivar esta curiosa planta, atribuindo a ela poderes m�sticos. Se, por exemplo, em uma determinada casa a planta crescer vi�osa com folhas exuberantes, trazendo no seu verso a folha menor, � sinal que existe muito amor naquela casa. 

Mas se nas folhas grandes n�o existirem as pequeninas, n�o h� amor naquele lar. Tamb�m se a planta apresentar mais de uma folhinha em seu verso, acredita-se ent�o que existe infidelidade entre o casal. De qualquer modo, vale a pena cultivar em casa um pezinho de TAMBA-TAJ�.

Coari, município do Amazonas

Coari 


História

Em princípios do séc. XVIII, o jesuíta Samuel Fritz fundou uma aldeia de índios, que em 1759 é elevada a freguesia. Em 21.05.1854, pela Lei Provincial no. 287, é criado o município de Coari. Em 15.11.1890 é instalado o termo judiciário de Coari. 

Em 10.04.1891 é criada a comarca de Coari, que se instala em 30.06.1891. em 30.11.1913, pela Lei Estadual no. 741, é suprimida a Comarca de Coari, ficando seu termo judiciário subordinado a Tefé.

Em 14.02.1916, pela Lei Estadual no.844 é reinstalada a comarca de Coari, ficando seu termo judiciário subordinado a Tefé. 

Em 07.02.1922, pela Lei Estadual no. 133, é suprimida novamente a comarca.

Em 10.03.1924, pela Lei Estadual no. 122, restaura-se definitivamente a comarca de Coari.

Em 02.08.1932, pela Lei Estadual no. 1665, Coari é elevada a categoria de cidade. 

Aspectos Físicos e Geográficos 

Localização: situado na mesorregião no. 3, microrregião no. 6, e código municipal 0120. Região do Rio Negro-Solimões, dista da Capital do Estado 237 Km em linha reta e por via fluvial 240km. 

Área Territorial: 57.529,70km² Clima: Tropical chuvoso e úmido. Temperatura: máxima de 35ºC e mínima de 31ºC.

Altitude: 40m acima do nível do mar Coordenadas Cartesianas: situa-se a 4º 6` 22`` de latitude sul e a 63º 3` 21`` de longitude a oeste de Greenwich. 

Limites: limita-se com os municípios de Maraã, Tapauá, Anori, Tefé e Codajás. População: 67.096 habitantes, com 39.504 na zona urbana e 27.592 na zona rural. 

Aspectos Econômicos

O município é detentor de petroleo. A base petrolífera de Urucu, no município, constitui uma importante base da Petrobras no estado do Amazonas, de onde se extrai petróleo e gás.

Sua produção agropecuária e baseada no cultivo da banana, mandioca, castanha e farinha. A pecuária é representada principalmente por bovinos, com produção de carne e de leite destinada ao consumo local. 

A pesca é a principal fonte de alimentação da população nativa. 

Infra-estrutura Social Educação: a Secretaria de Estado da Educação e Qualidade do Ensino ? SEDUC mantém na sede 16 escolas, ministrando ensino de pré-escolar, ensino médio e fundamental. 

Saúde: A Secretaria de Estado da Saúde - SUSAM, mantém um Posto de Saúde, que presta atendimentos de natureza ambulatorial e pronto-socorro. 

Segurança: 

A Polícia Militar mantém um efetivo de soldados para manter a ordem local.


Eventos Culturais · Festa da Padroeira, Sant?Ana, no mês de julho; · Festa da Banana, no mês de dezembro; · Festa do Aniversário da Cidade, em 2 de agosto; · Festa de São Sebastião, em 20 de janeiro.

Prefeitura Municipal: 0 (xx) 97 3561-2239 / 3561-2133 
Câmara municipal: 0(xx) 97 3561-2362 / 3561-2774 
Correios: 0(xx) 97 3561-2442 




Fonte: portalamazonia